CEGUEIRA E RECONHECIMENTO EM AS BACANTES, DE EURÍPIDES, E O ESTRANGEIRO, DE ALBERT CAMUS


Abstract:

Nosso trabalho tem como objetivo analisar os temas da cegueira (áte) e reconhecimento (anagnórisis) na tragédia As Bacantes (405 aC), de Eurípides, e na obra O Estrangeiro (1942), de Albert Camus. Esses dois elementos estão presentes em diversos gêneros da literatura grega antiga, principalmente nas tragédias. Contudo, podemos encontrálos também em obras literárias contemporâneas, como é o caso do texto camusiano aqui abordado. Com isso, teremos como base teórica A Poética, de Aristóteles, em que o filósofo traça diversas considerações sobre o reconhecimento, tomando-o como um elemento constitutivo da trama complexa trágica. Utilizaremos ainda o trabalho de Albin Lesky, A Tragédia Grega (1996), para melhor refletirmos acerca das características deste gênero presentes em O Estrangeiro. Inicialmente, iremos recorrer aos conceitos aristotélicos para podermos aplicá-los às duas obras. Em seguida, faremos um estudo dos elementos da tragédia e uma análise de duas personagens das obras tratadas, Agave e Meursault. Tendo em vista esta última, utilizaremos a obra O Mito de Sísifo (1942), também de Camus, em que o autor disserta acerca do absurdo na condição humana, traçando assim paralelos entre a escrita da personagem Meursault e o projeto filosófico-literário de Camus. Concluímos que a obra O Estrangeiro carrega em si diversos aspectos trágicos, especialmente a cegueira e o reconhecimento aristotélicos, alcançando, porém, efeitos estéticos muito diversos daqueles encontrados na obra de Eurípides.

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    Estado:

    Acceso abierto

    Áreas de conocimiento:

    • Teoría literaria
    • Crítica literaria

    Áreas temáticas:

    • Teatro americano en inglés
    • Poesía dramática y teatro griego clásico
    • Literatura rumana y afines

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